O RB22 está lento e difícil de domar, e antes da corrida em Spa, na Bélgica, no domingo, que será para Verstappen uma segunda prova em casa, reacendeu-se uma discussão que não é propriamente nova: o tetracampeão mundial vai continuar na Red Bull? Ou vai mesmo virar costas à Fórmula 1? Este tema já tinha ganho força nos dois últimos verões. No entanto, em 2026, uma saída parece ainda mais plausível do que antes.
A base destas especulações foi sempre uma cláusula que permite a Verstappen rescindir o seu contrato, válido até 2028. Segundo consta, pode ser ativada caso termine fora dos três primeiros – algo que o piloto já garantiu este verão. Mais do que os resultados, são os sinais à volta da equipa que apontam para um afastamento crescente.
Sinais para a Red Bull não são animadores
O piloto parece "em rota de colisão com a sua equipa – e vice-versa". Foi o que escreveu recentemente o jornal neerlandês Telegraaf, uma espécie de órgão oficioso da família Verstappen, que já serviu várias vezes de porta-voz. Publicamente, o piloto de 28 anos queixou-se, de forma mais ou menos clara, de que a equipa não tem seguido as suas indicações quando se trata de alterações no carro.
A agravar a situação, a Red Bull não tem verdadeiras perspetivas de melhoria. Com o novo regulamento, muito depende da gestão da energia elétrica no motor híbrido, e aí a equipa apresenta grandes deficiências. Também a nível de pessoal, Verstappen tem cada vez menos motivos para continuar na Red Bull: o seu mentor Helmut Marko saiu antes do início da época, e o seu engenheiro de pista de longa data, Gianpiero Lambiase, vai transferir-se para a McLaren até, o mais tardar, 2028, podendo até deixar a Red Bull antes disso.
Assim, a McLaren surge como o destino lógico para Verstappen, já que não há assim tantas equipas de topo, e tanto a Mercedes (Kimi Antonelli e George Russell) como a Ferrari (Lewis Hamilton e Charles Leclerc) não parecem interessados, para já, em alterar as suas duplas. Os rumores continuam a girar em torno da histórica equipa britânica, mesmo que o chefe da McLaren, Zak Brown, tenha recentemente reforçado a confiança no campeão do mundo Lando Norris e em Oscar Piastri. No entanto, a equipa de Woking também não está livre de preocupações, já que a entrada no novo regulamento não correu bem à McLaren. Uma mudança para lá seria, por isso, uma aposta arriscada para Verstappen.
O antigo dominador da modalidade "não nasceu para andar a lutar pelo meio da tabela", afirmou recentemente o seu empresário Raymond Vermeulen ao Telegraaf. E é de esperar que Verstappen, em caso de dúvida, prefira deixar de competir. Ele nunca foi fã dos novos motores. "Pergunta-se: ainda vale a pena, ou prefiro ficar em casa com a família?" Esta citação de Max Verstappen é também de 2026.
