Agora vive uma nova fase na Fórmula 1 com um Cadillac que ainda não está a funcionar como esperado, mas houve uma altura em que 'Checo' Pérez foi o escudeiro de um imbatível Max Verstappen que se sagrou campeão do mundo por quatro vezes.
Foram tempos difíceis para o mexicano, porque a sua equipa deixava-lhe o que o seu piloto estrela não queria, embora os austríacos nunca tenham tentado esconder essa preferência, tal como contou na conversa com a referida publicação.
"A primeira vez que conheci o Christian (Horner), disse-me: 'Corremos com dois carros porque temos de o fazer. Caso contrário, ficaríamos satisfeitos em correr apenas com um carro. Tudo é para o Max, tudo gira à volta do Max. Queremos ganhar o campeonato'", revelou.
E isso não o surpreendeu: "Sabia que estava a juntar-me à Red Bull, a um projeto que tinha sido construído ao longo dos anos em torno do Max. Quando me contrataram, estava tudo muito claro. Sabia ao que vinha", afirmou.
"Em vez de pensar 'porquê?', disse: 'Olha, venho para aqui e vou dar tudo em todos os aspetos'. E foi isso que fiz. Fui para lá com os recursos disponíveis que tinha ao meu alcance. Acho que superei as expectativas em todos os aspetos lá. Correu na perfeição", acrescentou.
"Enfrentar o Max na Red Bull é o mais difícil. Só enfrentá-lo noutra equipa já seria muito difícil. Mas defrontá-lo na Red Bull, com a sua equipa, as suas pessoas, o seu ambiente é... Basicamente, é complicado. E precisas do melhor do melhor em todos os aspetos. E simplesmente não o tens, enquanto ele tem. Todas as oportunidades em termos de engenheiros, engenheiros principais e com experiência... sabes que tudo vai para o Max. Mas eu já sabia disso antes de vir. Podia queixar-me ou seguir em frente. Mas segui em frente, mantive a minha própria equipa de engenheiros, isso deixa-me orgulhoso", concluiu.
