Apesar de, tal como muitas outras equipas, a Scuderia trazer melhorias para o seu monolugar na Florida, Leclerc acredita que isso não será suficiente para anular a grande diferença para as Flechas de Prata, que venceram os três primeiros Grandes Prémios da época.
"No nosso caso, a McLaren esteve muito próxima de nós no último fim de semana, por isso penso que as novidades poderão fazer a diferença nesse aspeto, esperando que nos tornem melhores. Mas quanto à Mercedes, creio que estão demasiado longe para conseguirmos aproximar-nos só com o que trazemos para aqui. Ainda assim, será muito interessante", destacou o monegasco.
Leclerc, que conquistou dois terceiros lugares nas três primeiras provas da temporada, considera, no entanto, que o Grande Prémio de Miami pode ser um ponto de viragem para o resto do ano e influenciar o trabalho da equipa no desenvolvimento do monolugar.
"Acho que isto vai definir muito do que acontecerá a seguir, porque haverá uma nova direção no desenvolvimento e novas áreas que poderemos querer explorar depois do fim de semana, após analisarmos o que as outras equipas trouxeram", explicou perante uma multidão de jornalistas que invadiram a zona de hospitalidade da Ferrari.
O monegasco abordou ainda os ajustes regulamentares que vão entrar em vigor em Miami, destinados sobretudo a simplificar a gestão da energia elétrica para os pilotos e a permitir-lhes atacar mais durante a qualificação.
"Duvido que isso altere significativamente a hierarquia que vimos no início do ano, mas poderemos assistir a diferenças mais pequenas ou maiores consoante as equipas", avaliou.
Mesmo que os pilotos, bastante críticos em relação ao regulamento de 2026, que revolucionou profundamente os monolugares, vejam nestas alterações um avanço, a hegemonia da Mercedes, vencedora das quatro primeiras provas (três Grandes Prémios e uma corrida sprint), dificilmente será posta em causa.
