O francês de 30 anos, que disputa a sua décima temporada na F1, ocupa atualmente a nona posição na classificação dos pilotos, graças sobretudo ao terceiro lugar alcançado no Mónaco no início de junho.
"Pessoalmente, penso que, para já, é um início de época muito bom, pois consigo maximizar todos os resultados e oportunidades que tive desde o começo do ano. Na ocasião em que tive hipótese de subir ao pódio, consegui aproveitá-la no Mónaco", destacou Gasly à AFP, L'Équipe e à AutoHebdo na quinta-feira em Budapeste.
"Considerando todas estas alterações de regulamentos, o carro, o motor, trabalhar com pessoas novas na Mercedes, etc., acho que estamos a fazer um bom trabalho com a equipa", acrescentou na véspera dos primeiros treinos livres do GP da Hungria, a última ronda antes de um mês de pausa de verão.
Ausente da Q3 — a terceira parte da qualificação que determina quem parte da pole position — há quatro corridas, o normando somou apenas um ponto nas três últimas Grandes Prémios e vê a Alpine descer na hierarquia, algo que não lhe agrada.
"Nas últimas semanas, temos estado menos competitivos e isso é um pouco mais frustrante. Penso que estivemos bem nas três primeiras corridas, nas duas ocasiões em que lutei com o Max (Verstappen/Red Bull) na China e em Suzuka. Nas três mais recentes, tenho estado mais em luta com os Audi e um Racing Bulls", salientou.
Enquanto muitas equipas evoluíram recentemente ao introduzirem novidades nos seus monolugares, a Alpine ainda não trouxe muitas evoluções para os seus carros até agora e vê a concorrência aproximar-se na luta pela quinta posição na classificação de construtores, atrás das intocáveis Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren.
"Em termos de desenvolvimento, não estivemos suficientemente bem nestes primeiros seis meses do ano. Agora, espero que a equipa seja melhor na segunda metade da época, já a partir de Zandvoort (Países Baixos), onde teremos evoluções que serão importantes para nós", concluiu, colocando alguma pressão sobre a sua equipa.
