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Fórmula 1: "Não me preocupa" não ter contrato para 2027, afirma Ocon

Esteban Ocon em Spa esta quinta-feira
Esteban Ocon em Spa esta quinta-feiraERIC ALONSO/DPPI VIA AFP

O piloto francês Esteban Ocon (Haas) afirmou esta quinta-feira à AFP que não está perturbado pela incerteza quanto ao seu futuro na Fórmula 1.

Apesar de atravessar uma época difícil e ainda não ter contrato para a temporada de 2027, o francês de 29 anos espera inverter a situação este fim de semana no Grande Prémio da Bélgica, no mítico circuito de Spa-Francorchamps, onde se estreou na Fórmula 1 há precisamente 10 anos.

- Estreou-se na F1 em Spa em 2016, o que guarda destes 10 anos?

- Guardo muitas coisas. Para começar, não sinto que já passaram dez anos desde que comecei na F1, parece-me que foi há poucos anos, dois, três anos, passa num instante, é incrível... Muita coisa aconteceu nestes dez anos e, claro, sou um piloto muito mais completo do que em 2016. Mas as ambições não mudaram, continuam presentes. A fome, a garra, a vontade de lutar, tudo isso mantém-se igual.

- É especial regressar a este circuito de Spa?

- É sempre muito emotivo, com bons momentos, como a minha estreia em 2016, o top 3 na qualificação em 2018, o top 5 no ano passado, por exemplo. Aqui vivi muitas coisas boas, mas também há memórias menos positivas, como a morte do Anthoine (Hubert, então piloto de F2) em 2019. Por isso, é um lugar que deve ser tratado com respeito e humildade, porque há muitas emoções para nós, e é sempre um pouco estranho regressar aqui.

- O Esteban Ocon de 2016 imaginava-se ainda na F1 em 2026?

- Acho que sim, mas provavelmente pensaria que já teria vencido mais e conseguido mais pódios. É bom ter vencido uma vez, é muito bonito ter feito um pódio no Mónaco, ou em circuitos realmente incríveis, com pilotos que conquistaram muitos títulos... Mas o jovem Esteban queria vencer e lutar por um título, e é verdade que nunca tive o carro para isso, mas vou continuar a lutar. Também é preciso ter alguma sorte. E estou certo de que um dia a sorte vai mudar e terei a oportunidade de lutar por melhores posições do que agora.

- Como imagina o seu futuro na F1? É perturbador não saber se ainda estará aqui em 2027?

- Não me vejo na F1 até aos 45 anos como o Fernando (Alonso), mas até aos 39-40, porque não? Neste momento, nem sequer é preciso falar do futuro, isso não me preocupa. Estamos todos concentrados na equipa para tentar fazer este carro evoluir. O Ayao (Komatsu, diretor da equipa Haas) confia em mim e eu confio no Ayao. A opção (para prolongamento de contrato) é favorável à Haas. Portanto, será com eles que falaremos diretamente, mais tarde. Não há necessariamente uma data limite. Normalmente, é durante o verão que todos discutem. Por isso, penso que será nessa altura que tudo se decidirá.

- Como explica esta época de 2026 complicada para si e para a Haas?

- No início da época, quando o desempenho era razoavelmente bom, tivemos muito azar. E foi aí que devíamos ter capitalizado e somado pontos. Porque depois tivemos muito menos desempenho. O safety car na Austrália, a má estratégia na China... aí devíamos ter marcado muitos pontos. E depois tivemos grandes problemas com o carro, por isso não fomos nada rápidos. Mas penso que vamos conseguir inverter a situação. Estamos a trabalhar bem para voltar aos pontos e à Q3, esse é o nosso objetivo. Vamos experimentar novas peças este fim de semana e ainda traremos mais depois, por isso deverá ser no sentido certo. Será suficiente? Não sabemos. Em todo o caso, a equipa está a esforçar-se para desenvolver o carro e para conseguirmos estar um pouco melhor posicionados.

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