Ir para o conteúdo principal

Fórmula 1: Norris sugere que Russell só se pode culpar a si próprio por perder para Antonelli

Lando Norris
Lando Norris REUTERS / Eloisa Sanchez

O campeão de Fórmula 1 Lando Norris tem uma visão simples das corridas: se um companheiro de equipa o vence, significa que precisa de fazer melhor.

O piloto da McLaren afirmou que se culpa sempre primeiro a si próprio, nunca ao seu carro, no contexto da possível derrota do favorito da pré-temporada George Russell frente ao companheiro de equipa na Mercedes,Kimi Antonelli. Este último será campeão no México se terminar entre os nove primeiros.

"Não sei o que mais hei de dizer", afirmou o britânico antes do Grande Prémio da Cidade do México, no qual Antonelli se tornará no seu sucessor como campeão do mundo e será o piloto mais jovem a conquistar o título, com 20 anos.

Antonelli bateu o companheiro de equipa ‌Russell por nove vitórias contra três e tem mais 123 pontos do que o britânico, de 28 anos, que teve uma temporada irregular, com altos e baixos. A Mercedes afirmou que o carro atual não se adapta ao estilo de Russell, enquanto o piloto de 28 anos garante que continua à procura de respostas.

Russell afirmou esta quinta-feira que havia "vários fatores nos carros deste ano que potencialmente favorecem ou prejudicam um determinado estilo de condução".

"Não perdi isto de um dia para o outro. É simplesmente a taxa de acerto. É como um jogador de basebol: ou bates um home run ou falhas a bola", salientou Russell.

Explicou que sempre acelerara mais cedo do que a maioria à saída das curvas, algo que não era a forma mais eficiente de conduzir com as novas unidades de potência. Além disso, as maiores pressões dos pneus também tiveram impacto.

"Se o meu companheiro de equipa me vence com o mesmo carro, não fiz um trabalho suficientemente bom. Nunca culpei o meu carro. Olho sempre primeiro para mim próprio; culpo-me sempre primeiro a mim próprio", afirmou Norris, vencedor do ano passado na Cidade do México, quando questionado sobre a situação da Mercedes e ao explicar a sua própria filosofia.

Norris afirmou que tanto ele como o seu companheiro de equipa Oscar Piastri, que está 67 pontos atrás na classificação, tiveram dificuldades em conduzir o carro no Texas no último fim de semana. Ainda assim, culpou-se por não ter completado uma volta perfeita na fase final da qualificação.

"Embora parte disso não seja culpa minha, porque o carro era muito difícil, continuo sem dizer que a única razão por não estar na P2 seja o facto de o carro ser complicado. Digo que é porque não fiz um trabalho perfeito. Não suporto perder contra ninguém... por isso terei de fazer tudo o que puder para ser melhor. Mesmo que o carro se adapte mais ao Oscar do que a mim, tenho de mudar. Não sei o que mais se espera que faça. Esse é o meu trabalho como piloto", apontou.

"Temos de aprender a adaptar-nos a situações diferentes. E não posso falar pelos outros. O que eles disserem, é o que dizem... A única desculpa que teria se o meu companheiro me vencesse seria não ter feito um trabalho suficientemente bom; a desculpa não pode ser o carro não se adaptar a mim", acrescentou.

Norris afirmou que essa flexibilidade foi a chave do seu próprio sucesso na temporada passada, quando teve de adaptar-se depois de Piastri parecer fugir com o título.

"Tive de mudar aquilo que me sentia confortável a fazer. Tive de mudar as minhas expectativas, aquilo que me parecia bem e o que não... Não se trata de 'a minha maneira ter de ser a correta'. É sempre assim: 'Está bem, é um carro novo. Como posso tirar o máximo partido dele?'. Sempre pensei dessa forma, não na perspetiva de que 'o meu estilo de condução é o melhor; porque é que ele não faz o que quero?'", explicou.

Escolha o Flashscore no GoogleVeja os nossos artigos mais vezes
AdicioneAdicionar no Google

Motorizados