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Mundiais de Canoagem: K4 500 será o melhor da época, confiam Gustavo e Casinha

Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha
Gustavo Gonçalves e Pedro CasinhaFederação Portuguesa de Canoagem

Os canoístas Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha manifestaram-se esta segunda-feira confiantes de que o K4 500 metros português pode obter nos Mundiais da Polónia, entre quarta-feira e domingo, o melhor resultado da temporada.

“Este é o grande objetivo da época. O Mundial é a prova em que há mais pontos para o ranking de apuramento olímpico e queremos apresentar-nos da melhor forma e defender o nosso título. Ainda não conseguimos ganhar este ano, mas estamos à procura disso”, vincou Gustavo Gonçalves.

Em declarações à agência Lusa, o elemento que vai à frente no K4 garante que a tripulação continua forte, apesar de ainda não ter conseguido este ano resultados ao nível de 2025, quando o inédito quarteto, que inclui ainda João Ribeiro e Messias Baptista, surpreendeu a comunidade da canoagem com o título europeu e mundial.

Gustavo Gonçalves assume que três quartos lugares e uma medalha de prata, na Taça do Mundo do Canadá, nas quatro provas internacionais da temporada, são sinónimo de um “nível competitivo cada vez maior” e de que a tripulação se tem apresentado igualmente “em boa forma”.

Cada detalhe vai contar para conseguirmos tirar uma milésima que seja que fará diferença”, vincou, recordando as 20 milésimas de segundo que separaram a equipa da medalha de bronze no campeonato da Europa de Montemor-o-Velho.

Apesar da sintonia entre os quatro elementos da tripulação, assume que há sempre margem para melhorias individuais, que vão ajudar o coletivo e a superar as milésimas que os têm afastado dos pódios, embora o pior resultado da temporada seja o quarto lugar.

À falta da prova mais importante do primeiro dos dois anos de qualificação, o K4 500 português está em terceiro do ranking olímpico, com 3.300 pontos – apenas superado por Hungria (3.900) e Alemanha (3.390) –, que vai qualificar as melhores 11 tripulações, com a obrigatoriedade de conterem formações de quatro continentes.

Pedro Casinha, que ocupa a posição quatro no caiaque, e com o qual Gustavo Gonçalves foi campeão do Mundo sub-23, em K2 500 metros, também em 2025, destaca o facto de a temporada transata ter sido “inédita e bastante acima do sonhado” e sublinhou o desejo de todos de manter a presença no pódio mundial.

“Este ano tem sido um bocadinho mais duro, mas temos sido consistentes, temos trabalhado bem. Está a ser uma época enorme e cansativa, porém temos feito bem o trabalho e agora é desfrutar da competição”, disse.

Recordou a necessidade da forma estar no topo nos cinco momentos mais altos da época internacional, dos quais são extraídos os quatro melhores resultados no ranking para Los Angeles-2028.

“Temos feito tudo bem, mas os outros também andam a treinar e também têm mérito. Temos sentido progressão em todas as provas, por isso acredito que em Poznan as coisas vão correr ‘super’ bem”, completou.

No Lago Malta, Portugal vai estar representado por 16 canoístas, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.


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