“São duas realidades bem distintas. A C2 500 começou a ter presenças consistentes nas finais em 2025, enquanto o K4 500 começou a época numa realidade competitiva bem diferente, bastante mais atrasada, e tem ainda um caminho muito longo para andar e que exige um firme compromisso de todas”, assumiu, em declarações à Lusa.
Beatriz Fernandes e Inês Penetra estão em nono lugar no ranking de qualificação olímpica que apura as oito tripulações mais fortes, com 2.950 pontos, a apenas 20 da seleção da Alemanha, que, provisoriamente, detém a derradeira vaga: em 2028, no derradeiro apuramento Continental, há mais dois lugares para a Europa.
“O grande objetivo da C2 500 é conseguir entrar na final. Este ano, conseguiram-no em três das quatro provas (três nonos lugares), o que reforça a nossa confiança de que, na melhor versão delas, tal possa vir a acontecer novamente, apesar da concorrência reforçada por ser a prova mais importante do ano, a que atribui mais pontos para os Jogos Olímpicos”, vincou.
Já o K4, que tem variado de composição, segue somente em 20.º, com 1.910 pontos, quando 2.830 é a pontuação da 11.ª e última embarcação com apuramento direito, e desde que a mesma contemple equipas de quatro continentes.
“Para elas é um desafio maior. De mentalidade e pensamento mais vocacionado para o alto rendimento. Elas estão a melhorar, mas têm de crescer, em todos os sentidos. Há potencial, mas isso não basta. Não tem havido continuidade competitiva nos caiaques femininos e este grupo, basicamente sub-23, partiu muito atrás. Não podemos querer dar um passo de gigante porque a realidade é outra, bem diferente", observou.
Teresa Portela, já com cinco presenças em Jogos Olímpicos deu o seu contributo ao K4 e K2 500, contudo os barcos nunca atingiram as finais desejadas: este ano, vai estrear-se na Polónia em K1 500 metros, distância para a qual está já só conseguirá um bilhete para Los Angeles2028 no derradeiro apuramento Continental.
Se até Paris-2024 a qualificação olímpica era feita no mundial do ano anterior, restando poucas vagas para uma derradeira oportunidade continental uns meses antes do evento, agora esta última chance mantém-se, mas depois de o êxito ser definido por ranking olímpico, no qual contam os quatro melhores resultados de cinco provas anuais em 2026 e 2027, nomeadamente os Europeus, que valem 1.500 pontos, bem como Europeus e três Taças do Mundo, que atribuem 1.000 pontos.
Portugal vai estar representado na Polónia por 16 canoístas, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.
