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Mundiais de Canoagem: K4 e K2 500 podem repetir medalhas, diz técnico Rui Fernandes

João Ribeira e Messias Baptista procuram repetir sucesso
João Ribeira e Messias Baptista procuram repetir sucessoFederação Portuguesa de Canoagem

Os K4 e K2 500 metros podem repetir o ouro e prata mundiais de canoagem alcançados em 2025, respetivamente, apesar das “dificuldades acrescidas” que encontrarão entre quarta-feira e domingo na Polónia, garantiu o técnico nacional Rui Fernandes.

As expectativas são sempre altas. A época começou instável devido ao novo calendário, mas o barco já mostrou evolução – que a dos outros não seja maior do que a nossa. Depois de um quarto lugar no Europeu, a milésimos do ouro, a última prova (prata na Taça do Mundo do Canadá) deixou o indicador certo: chegam ao Mundial no pico de forma. A meta é clara, defender o título”, vincou o responsável pelo quarteto, em declarações à Lusa.

Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha vão defender, em Poznan, o surpreendente título mundial conquistado em 2025, em ano no qual conquistaram igualmente o europeu, num quarteto que se desdobra ainda no K2 500 dos olímpicos João Ribeiro e Messias Baptista, prata na temporada transata.

A ambição é máxima. É esperar, rezar para que tudo corra bem. A equipa está mais madura, consciente da dificuldade, mas pronta para lutar pelos lugares da frente. Na hora certa, que possam dar alegrias aos portugueses. É esse o foco”, reforçou Rui Fernandes.

Depois de uma época de sonho com o ouro europeu e mundial, este ano, o K4 500, a prioridade da federação, teve três quartos lugares e uma medalha de prata, porém o técnico entende que os seus pupilos se apresentaram agora na melhor forma da época, esperando, entre sorrisos, que não seja o caso dos seus principais rivais.

Hungria, Alemanha e Espanha, as três seleções mais poderosas do mundo, têm-se intrometido nas contas lusas num momento de profunda alteração competitiva, face às novas regras de apuramento olímpico, agora com base em ranking, para o qual contribuem as quatro melhores provas de cinco em 2026 e 2027, respetivamente o Mundial, que atribui 1.500 pontos ao vencedor, Europeus e três Taças do Mundo, todos com 1.000 para o primeiro.

Rui Fernandes recorda que, “com pontuações apertadas” entre os finalistas, o novo modelo “exige consistência nas cinco competições”, pelo que as seleções devem focar-se igualmente em “gerir desgaste e priorizar embarcações”.

À falta da prova mais importante do primeiro dos dois anos de qualificação, o K4 500 português está em terceiro do ranking, com 3.300 pontos – apenas superado por Hungria (3.900) e Alemanha (3.390) – que vai qualificar as melhores 11 tripulações, com a obrigatoriedade de conterem formações de quatro continentes.

Quanto ao K2 500, recorda que João Ribeiro e Messias Baptista são “sempre muito fortes e capazes de lutar com os melhores”, pelo que confia “plenamente” que a dupla pode alcançar novamente o pódio.

A tripulação segue, para já, no quarto lugar de apuramento olímpico, com 2.960 pontos, somente superada por Alemanha (3680), Eslováquia (3.260) e República Checa (3.020).

Cada seleção pode qualificar no máximo cinco canoístas por sexo, pelo que Portugal aposta no K4 500 e no K1 1.000, no qual Fernando Pimenta tem dado a liderança a Portugal, com 3.900 pontos, superando a Dinamarca, com 3.700, e a Hungria, com 3.520.

"Acredito que poucos países vão conseguir estas cinco vagas e acredito que estamos bem posicionados para isso”, congratulou-se.

Ao todo, Portugal vai estar representado na Polónia por 16 canoístas, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.


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