“Estou com expectativas altas, trabalhámos o ano todo para esta competição e espero que corra bem. Tanto eu como as minhas colegas estivemos o ano todo em estágio, sempre a trabalhar juntas, portanto acho que temos tudo para que corra bem”, referiu Clara Duarte, confiante de que a final B, entre o 10.º e o 18.º não é uma miragem para o quarteto.
Francisca Lopes, Clara Duarte, Ana Rodrigues e Maria Rego Gomes ocupam, por esta ordem, o barco que esta época tem sofrido diversas alterações na sua composição, facto que, reconhece “dificultou” a estabilização e evolução da equipa.
A olímpica Teresa Portela, de 38 anos, chegou a integrar a formação inicial, quase toda sub-23, porém os resultados não foram os desejados e a desportista de Esposende vai apresentar-se em Poznan apenas em K1 500 metros.
Ainda assim, a estudante de Design e Comunicação, de 20 anos, destacou a “experiência” de Portela, que já esteve em cinco Jogos Olímpicos, revelando o quanto as ajudou a “evoluir, tanto individualmente como em grupo, maturidade, andamento...”.
Assumiu que em termos de qualificação olímpica a possibilidade de êxito está mais no K2 - também já contou com Teresa Portela, mas no mundial Clara estará com Ana Brito - porque esta tripulação está em 11.º no ranking olímpico.
“Estamos a encarar o K4 como um processo mais a longo prazo. Claro que o objetivo é fazermos sempre o melhor resultado possível, mas somos todas muito novas, sem tanta experiência num barco grande de equipa. Mas estamos a trabalhar, confiantes. Que atinjamos a primeira final do ano...”, desejou, por sua vez, Maria Rego Gomes.
A estudante de mestrado de Marketing e Estratégia, de 24 anos, entende que, apesar das várias trocas na composição da equipa, o atual quarteto tem “bons indicadores” dos treinos no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.
“Se calhar, individualmente ainda temos muito que trabalhar. Há um gap geracional muito grande entre a Teresa Portela e a nossa geração. Cabe-nos a sorte de sermos o futuro da canoagem feminina portuguesa e seguir os passos da Teresa, que é a nossa maior referência”, completou.
Os Mundiais de Poznan juntam 854 canoístas de 77 países, entre os quais Portugal, que tem 16 competidores, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.
