“O título europeu foi uma conquista extraordinária, mas, revalidar pelo terceiro ano, não aumenta a pressão, porque sabemos o trabalho que temos vindo a fazer. Partimos todos do zero”, sublinhou o atleta, na véspera de entrar em competição, em Poznan.
Este ano conseguiu um quinto e um sétimo lugares nas Taças do Mundo, assumindo que os seus 45 anos de idade não o levarão tantas vezes ao pódio como no ciclo para Paris-2024, em que foi quarto classificado, depois do bronze em Tóquio-2020.
Em mundiais, o melhor desempenho de Norberto Mourão é a prata em Szeged-2019, na Hungria, além do bronze em Copenhaga-2021 e Dartmouth-2022, respetivamente Dinamarca e Canadá.
Poznan é das pistas que melhores memórias lhe traz, pois foi no Lago Malta onde conquistou a sua primeira medalha internacional para a paracanoagem portuguesa, o bronze nos Europeus de 2019, bem como o primeiro título de campeão da Europa, em 2021.
“Vinha com o objetivo de entrar no projeto e acabei por sair daqui com uma medalha que ninguém esperava, nem eu, e que impulsionou tudo do muito que veio a seguir, com a qualificação posterior para os Jogos de Tóquio-2020. Esta pista traz-me memórias extraordinárias. Abriu o caminho para uma carreira que já vai longa”, recordou.
Atualmente, Norberto Mourão está no segundo lugar do ranking de qualificação para Los Angeles-2028, de um processo que apura seis vagas, contudo o português destacou o facto de vários dos seus rivais ainda terem realizado poucas provas, sendo que o processo valoriza os cinco melhores desempenhos entre 2026 e 2027.
“O objetivo neste Mundial é conquistar o máximo de pontos possível para o ranking, a única forma de poder estar em Los Angeles-2028, por isso é mesmo esse o grande objetivo, conquistar o máximo de pontos”, sentenciou, recordando que este é o evento mais participado de sempre, com 27 atletas na sua categoria.
Na paracanoagem, Norberto Mourão vai estar acompanhado por Alex Santos, em KL1, tal como pela estreante Matilde Nunes, em KL3.
Os Mundiais de Poznan juntam 854 canoístas de 77 países, entre os quais Portugal, que tem 16 competidores, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.
