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Mundiais de Canoagem: Três medalhas na Polónia seria "excecional", diz Hélio Lucas

Hélio Lucas com Fernando Pimenta
Hélio Lucas com Fernando PimentaFederação Portuguesa de Canoagem

O diretor técnico nacional (DTN) da canoagem, Hélio Lucas, destacou esta terça-feira o foco da seleção nas medalhas e no amealhar de pontos para o ranking olímpico durante os Mundiais que decorrem de quarta-feira a domingo em Poznan, Polónia.

“Conquistar as três medalhas de 2025 já era um desempenho excecional, porque no ano passado foi um resultado fantástico. Sair do Mundial com um ouro, uma prata e um bronze é brutal. Já ficávamos contentes, mas é lógico que os treinadores ambicionam mais, o melhor possível”, vincou.

Em declarações à Lusa, o DTN falava do ouro do K4 500 metros, composto por Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, da prata de João e Messias, no K2 500, e do bronze de Fernando Pimenta, em K1 1.000, tudo tripulações do programa olímpico e que voltam a competir em Poznan.

“É uma prova que dá títulos mundiais e pontos para o ranking olímpico. Acho que estamos em boa posição para podermos conseguir resultados excecionais”, reforçou.

Hélio Lucas assume que Hungria, Alemanha e Espanha integram um campeonato competitivo à parte, pelos meios alocados à modalidade e pela quantidade de atletas de elevado nível que apresentam, mas coloca Portugal nos lugares da frente do pelotão perseguidor.

Para Los Angeles-2028, o processo de qualificação decorre em 2026 e 2027, com o somatório dos quatro melhores desempenhos em cinco provas, nomeadamente os Mundiais, que valem 1.500 pontos para os vencedores, os Europeus (e restantes provas continentais) e as três Taças do Mundo, com majoração de 1.000.

Esse é um dos motivos que levou Fernando Pimenta a prescindir da prova de K1 500 metros, para se focar somente nos 1.000 e nos 5.000: “É pensarmos que o importante é estar na máxima força naquilo que são as provas essenciais para ele, neste momento”.

O regresso de Teresa Portela ao K1 visa dar “algum prazer” à atleta e “devolver-lhe a competitividade” numa época na qual se predispôs a integrar os K4 e K2 500 metros que, no entanto, não conseguiram os resultados que justificassem a sua continuidade nas tripulações, já que não atingiram as finais às quais está habituada.

Hélio Lucas coloca o K4 500, que defende o título mundial, e o K2 500, prata em 2025, entre os “favoritos ao pódio”, até porque esta época o seu pior resultado é o quarto lugar.

Uma palavra também para o campeão da Europa Norberto Mourão, na classe adaptada VL2 da paracanoagem, na qual se estreia Matilde Nunes, em KL3, e conta ainda com Alex Santos, em KL1.

Destacou ainda as canoas femininas, nas quais Beatriz Fernandes e Inês Penetra estão no limiar do apuramento direto no ranking que qualifica os oito barcos mais fortes, pedindo “tempo” para os K2 e K4 500 femininos, ainda distantes de poder lutar pelas finais.

Os Mundiais de Poznan juntam 854 canoístas de 77 países, entre os quais Portugal, que tem 16 competidores, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.