“Poucas pessoas têm noção daquilo que é o trabalho realizado diariamente. São uns profissionais de excelência, superiormente orientados pelo seu treinador (Rui Fernandes) e depois – quando as provas são definidas ao milésimo - são grandes amigos, com espírito de camaradagem que transmite confiança uns aos outros e que no final os faz conseguir atingir estes resultados”, elogiou.
Campeões do Mundo em 2025, feito inédito na canoagem portuguesa para o K4 500, Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha conquistaram a medalha de bronze na Polónia, apenas batidos por Alemanha e Austrália.
“Mais uma vez, este barco demonstra porque foi campeão em 2025. Este ano, apesar de alguns quartos lugares, esteve sempre na luta pelas medalhas. É um barco que nos dá garantidas de poder, para o ano, encarar o resto do apuramento olímpico com muita confiança, para chegar a Los Angeles-2028 em boas condições”, acrescentou.
Reconheceu ainda que a C2 500 de Beatriz Fernandes e Inês Penetra ficou aquém dos objetivos, terminando em 15.º quando foram nonas em 2025, confiando ainda que Teresa Portela, que ficou muito próxima de ir à regata das medalhas, poderá vencer a final B do K1 500, barco individual pelo qual não competia desde Paris2024, por se dedicar aos K2 e K4.
Rui Fernandes, treinador do quarteto medalhado, assumiu a “felicidade” pelo pódio, embora admitisse um “misto de sensações”, por considerar que, na estratégia de prova, a equipa deveria ter sido mais fiel à sua estratégia, sem perder a frente da regata a meio da mesma.
“Este é um ano muito diferente, pois começámos a trabalhar para o ranking olímpico, um entra e sai em competições que nos obriga a um esforço muito maior. Tivemos momentos péssimos, com desgaste mental e físico, mas conseguimos recuperar e chegar aqui em bom nível”, congratulou-se.
O técnico entende que esta medalha ajuda a superar um pouco o ouro perdido nos Europeus de Montemor-o-Velho, no qual a formação portuguesa liderava nos derradeiros metros, acabando por cair para quarto, a 20 milésimas do pódio.
“Enfim, são coisas do desporto. É por isso que amamos isto, amamos estes momentos, a adrenalina. Estamos satisfeitos com o trabalho feito e por termos mais uma medalha mundial”, concluiu.
Esta foi a primeira medalha para Portugal nos mundiais de Poznan, na Polónia, depois de um ouro, uma prata e um bronze em 2025.
