“Vamos ver como estarão pernas e braços, mas esse resultado seria um sonho para mim. O meu ponto forte é a natação, depois a corrida. Talvez o ciclismo seja a parte em que tenho maiores dificuldades, mas sou um triatleta bastante completo, sem grandes fraquezas”, assumiu Gustavo do Canto, em declarações à agência Lusa.
Já José Ferreira espera sentir-se “bem” em prova, cumprindo com os ritmos definidos e esperando ultrapassar o “nervosismo” inerente a quem nunca competiu num “nível tão alto” e vai participar no primeiro mundial da sua carreira.
“Quero conseguir competir com os melhores atletas. Começar a corrida no grupo da frente, era o meu objetivo. No que depender de mim vou estar sempre a lutar até o fim”, prometeu.
Enquanto Gustavo do Canto, estudante de 22 anos de mestrado de Engenharia e Gestão Industrial, vem animado pelo 12.º lugar na Taça da Europa de Coimbra do último fim de semana, competindo com as Elites, José Ferreira, de apenas 19 anos, e que estuda Fisioterapia, vem com a convicção de que seis meses de treino em altitude em Font Romeu foi um sacrifício que vai valer a pena na hora da competição.
Ambos valorizam a “aprendizagem” que significa estarem integrados na seleção de Portugal, sobretudo com as partilhas com Vasco Vilaça e Ricardo Batista, que nas Elites surgem em Pontevedra no primeiro e terceiro lugares do ranking mundial, “uma motivação extra” para o percurso destes sub-23.
Enquanto Gustavo do Canto assume o sonho olímpico e a vontade de perceber o que vale o “testar” a plenitude das suas capacidades físicas e mentais, José Ferreira sublinha a “determinação” em ter uma carreira que se destaque no triatlo.
A dupla começa às 16:35, horas de Lisboa, a fazer os 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco de corrida.
