Pouco mais de uma semana após ter-se sagrado vice-campeã europeia dos 200 metros costas, com recorde nacional, e um dia depois de embarcar para a cidade do sul de Itália, a olímpica de 23 anos falou à agência Lusa de uns Europeus Aquáticos “inesquecíveis”, nos quais também se tornou na primeira mulher portuguesa a nadar os 100 costas em menos de um minuto (59,50 segundos).
“Conseguir a minha segunda medalha para Portugal num Campeonato Europeu (tinha conquistado o ouro há dois anos), fazer recorde nacional nessa mesma prova e ainda conseguir, aos 100 metros, que não é a minha prova principal, baixar do minuto é sempre uma marca também relevante. Estou super feliz com o resultado”, reconheceu.
Após ter batido por duas vezes o recorde dos 200 metros costas em Paris, baixando “praticamente um segundo e qualquer coisa” do seu recorde pessoal – está agora fixado nos 02.07,62 minutos -, Camila Rebelo chega a Taranto-2026 na forma da sua vida.
“Estou a fazer recordes pessoais nas provas que são a minha principal e a minha segunda principal, portanto, sim, considero que estou (na melhor forma de sempre). É, sem dúvida alguma, continuar a aproveitar esta onda de bons resultados, tanto a nível individual como de equipa, e desfrutar de mais uns Jogos do Mediterrâneo, que são bastante acarinhados por mim”, salientou.
Foi neste evento, cuja 20.ª edição arranca na sexta-feira e decorre até 03 de setembro, que a jovem nadadora conquistou as suas primeiras medalhas internacionais, ao sagrar-se campeã nos 100 e 200 costas, pelo que, na cidade italiana, a olímpica portuguesa espera “aproveitar toda a experiência e, se tudo correr bem, acabar a época da melhor forma”.
“Não tenho qualquer pressão. Isso só seria algo extra que poderia até prejudicar a minha performance. Acho que não faz sentido nenhum levar essa pressão extra. Acho que, sem dúvida alguma, é desfrutar da competição, chegar à final principalmente, porque só aí é que conseguimos chegar a uma possível medalha”, completou.
Ter conquistado duas medalhas na edição anterior dos Jogos do Mediterrâneo é “um orgulho gigantesco” para Camila Rebelo, que irá defender os seus títulos “muito tranquila”.
“Vou mesmo para aproveitar a competição e divertir-me ao máximo, porque competir é aquilo que eu mais gosto de fazer, na verdade”, realçou.
Depois da participação nos Europeus Aquáticos, que terminaram no domingo, a nadadora continuou a treinar e tentou descansar o máximo que conseguiu, antes de embarcar para Taranto na quarta-feira.
“Acabamos sempre por ter as emoções bastante à flor da pele com todos os resultados, não só individuais, mas também de equipa. E, portanto, muito feliz com isto. E agora, lá está, é descansar ao máximo para recuperar de viagens, de níveis de fadigas extra e tentar chegar a sábado, no primeiro dia de competição, na melhor forma possível”, acrescentou.
Assumindo que não terá tempo para ver outras modalidades, porque regressará a Portugal a 26 de agosto, um dia depois de as provas de natação terminarem no Estádio Torre d’Ayala, Rebelo admite que vai com “as expectativas mais baixas possíveis” para a "Aldeia Mediterrânea”, nesta edição instalada num navio cruzeiro, para que nada a surpreenda.
“É algo que nunca vivenciei, vai ser uma experiência nova, mas também não estou a pôr muita importância nessa vertente. A verdade é que, para mim, o mais importante é ter uma piscina boa, em que me sinta bem, principalmente sem ser ao ar livre, porque costas é sempre um bocadinho mais difícil competir ao ar livre”, ressalvou.
