A ausência de Jannik Sinner, lesionado no joelho direito, e a incerteza quanto às condições físicas do detentor do título Carlos Alcaraz, que regressa após quatro meses de ausência devido a uma lesão no pulso direito, fazem do francês de 22 anos um outsider credível para o último Grand Slam da época.
Vai defrontar na segunda-feira Stefanos Tsitsipas (53.º) no court Louis-Armstrong (o segundo na hierarquia nova-iorquina).
- Em Wimbledon, foi a primeira vez que terminou um Grand Slam em boas condições físicas desde o US Open 2024. É também a primeira vez que se sente tão preparado antes de um Grand Slam?
- Sim, é verdade. Nunca me senti tão preparado. Claro que trabalhei muito antes de Wimbledon, mas foi difícil. Não consegui encontrar ritmo. Agora, chego aqui com a dinâmica de Cincinnati, obviamente, e com todo o trabalho que fizemos esta semana, por isso agora é só o momento de aproveitar e desfrutar.
- Atribuiu a sua vitória em Cincinnati a uma mudança de mentalidade, considerando que já não joga "como uma criança". Isso também é maturidade?
- Penso que é o termo certo, é maturidade. Foi também graças a isso que consegui vencer jogos complicados em Cincinnati. Tive um encontro difícil contra Jiri Lehecka na terceira ronda. A minha final foi muito complicada frente a Frances Tiafoe. Há dois ou três anos, talvez até no ano passado, não teria passado. Mesmo sentindo que estou a jogar um pouco menos bem, sei que vou ter oportunidades. Depois, cabe-me a mim aproveitá-las. Mas pelo menos consigo relativizar em campo e manter-me muito concentrado. Isso é o mais importante. É isso que me permite ser um excelente competidor.
- No jogo, quais foram as suas armas em Cincinnati?
- Fiquei bastante satisfeito com o meu serviço. Tive jogos rápidos, fui bastante preciso nas minhas zonas. Não estava a jogar de forma incrível e, mesmo assim, conseguia criar oportunidades e aproveitava-as.
- Chega também pela primeira vez numa posição de grande outsider. O olhar dos outros jogadores mudou?
- Não penso. Sempre souberam que eu era um bom tenista. É certo que é a primeira vez que chego a um torneio do Grand Slam com um título, numa dinâmica tão positiva.
- Desde que chegou na segunda-feira, foi visto a jogar com Carlos Alcaraz, fez uma exibição no court Arthur-Ashe. Como sente a energia de Nova Iorque?
É realmente diferente de Melbourne, Londres ou Paris. Quando vou a Paris, há uma energia muito boa a apoiar-me. Mas aqui é diferente. Os americanos de Nova Iorque têm uma forma de fazer espetáculo que é bastante engraçada. Com o Carlos, divertimo-nos bastante. Também tive um bom treino no Arthur-Ashe, treinei-me lá também, sempre com o público presente, quase nunca fiz treinos à porta fechada. É uma boa experiência. Permite-me estar preparado para disputar a minha primeira ronda.
