Recorde as incidências do encontro
Portugal, que cumpre a segunda participação na prova, depois de ter sofrido cinco derrotas em cinco jogos em 2019, perdeu pelos parciais de 25-22, 23-25, 27-25 e 25-20.
A formação comandada por Hugo Silva volta a jogar no domingo, dia em que defronta a Bélgica, pelas 12:30 (em Lisboa).
Na sua segunda participação numa fase final de um Europeu, após debutar em 2019, a jovem seleção orientada por Hugo Silva evidenciou algumas dores de crescimento nos momentos decisivos e perdeu pelos parciais de 25-22, 23-25, 27-25 e 25-20.
O encontro frente à experiente seleção azeri, com a espinha dorsal da sua formação acima dos 30 anos e uma média de alturas superior às portuguesas em vários centímetros, foi pautado pelo equilíbrio e decidido em pormenores.
A alternância no comando do marcador foi uma constante no primeiro parcial, mas sem que nenhuma das seleções conseguisse abrir de uma vantagem superior a dois pontos, até aos 14-11 favorável às azeris, que levou Hugo Silva a solicitar time out’.
Portugal esteve a perder por três pontos até aos 20-17, reduziu para a diferença mínima aos 22-21, que manteve aos 23-22, mas a experiente formação azeri fechou o primeiro set aos 25-22, em 33 minutos, colocando-se a vencer por 1-0.
A toada de jogo manteve-se no segundo parcial, com a seleção portuguesa a liderar por uma vantagem média de dois pontos até aos 8-6, que dilatou para quatro aos 11-7, com um parcial de 3-1, que manteve aos 15-11, com três pontos seguidos.
O Azerbaijão ainda procurou contrariar o melhor período de jogo das portuguesas, com bons índices na receção e ataque, recuperando de uma desvantagem de 20-16 para uma vantagem de 23-20, com um parcial de 7-0, mas com cinco pontos seguidos as portuguesas fecharam aos 25-23, em 30 minutos, empatando a 1-1.
Uma entrada desastrosa no terceiro parcial permitiu ao Azerbaijão ficar a vencer por 11-1, para desespero de Hugo Silva, que cedo gastou os dois time out a que tinha direito, mas uma épica recuperação lusa levou ao empate aos 17-17 e à discussão do parcial.
Portugal, bem nas várias ações de jogo, principalmente ataque e defesa, passou para a liderança por dois pontos, aos 20-18, que manteve até aos 23-21, altura em que, com um parcial de 3-0, o Azerbaijão avançou para a liderança por 24-23.
A seleção lusa, com dois pontos seguidos, chegou aos 25-24 e dispôs da primeira bola para terminar o set, que foi anulada pelo Azerbaijão, que meteu três pontos seguidos e fechou aos 27-25, em 36 minutos, passando a vencer por 2-1.
No parcial do tudo ou nada, o equilíbrio voltou a imperar, com sucessivas igualdades até ao 13-13, altura em que a seleção anfitriã abriu para uma vantagem de três pontos, aos 18-15, que dilatou para cinco, aos 21-16, e que permitiu fechar o jogo com um triunfo por 25-20, em 28 minutos.
Margarida Maia, que se lesionou no inicio do quarto set, foi a portuguesa mais concretizadora, com 16 pontos, seguida por Armanda Cavalcanti e Julia Kavalenca, ambas com 11, enquanto no Azerbaijão o destaque vai para os 25 pontos de Yekizaveta Ruban e os 22 de Polina Rahimova.
Portugal volta entrar em competição no domingo frente à Bélgica, pelas 12:30 (horas em Lisboa).
Ficha de jogo
Jogo no National Gymnastics Arena, em Baku.
Azerbaijão – Portugal, 3-1.
Parciais: 25-22 (33 minutos); 23-25 (30); 27-25 (36) e 25-20 (28).
Sob a arbitragem de Erdal Akince (Turquia) e Bartlomiej Adamczyk (Polónia) as equipas alinharam com as seguintes jogadoras:
Azerbaijão: Yelizaveta Ruban, Ayshan Abdulazinova, Margarita Stepanenko, Polina Rahimova, Mariya Kiriliyuk e Kristina Besman. Jogaram ainda Yulia Karimova (libero), Bayaz Guluyeva (libero), Jeyran Imanova, Ulkar Karimova e Kseniya Pavlenko.
Treinador: Faig Garayev.
Portugal: Mariana Garcez, Alice Clemente, Amanda Cavalcanti, Julia Kavalenka, Margarida Maia e Joana Garcez. Jogaram ainda Rita Campos (libero), Matilde Rodrigues (libero), Ana Monteiro, Maria Lopes, Joana Conceição, Ana Figueiras e Raissa Cassama.
Treinador: Hugo Silva.
Assistência: Cerca de 5.500 espetadores.
