Basquetebol: Real Madrid supera o Valência (90-105) e está na final da Euroliga

Mario Hezonja frente a Braxton Key
Mario Hezonja frente a Braxton KeyANGELOS TZORTZINIS / AFP

A equipa de Scariolo, inspiradíssima nos lançamentos de três pontos, bateu o recorde de pontos marcados numa primeira parte de uma Final Four ao chegar aos 62 pontos e garantiu a meia-final espanhola graças a uma exibição de gala de Mario Hezonja. O sonho do Valência terá de esperar.

Reveja aqui as principais incidências da partida

O OAKA de Atenas recebeu um espetacular duelo nacional entre dois dos clubes que mais animaram a Euroliga esta época. Fizeram-no sabendo que o Olympiacos tinha derrotado o Fenerbahçe na primeira meia-final e que iria disputar de facto a final como anfitrião, dada a proximidade entre o pavilhão do Panathinaikos, o seu eterno rival, e o Pireu.

Vai fazê-lo frente ao Real Madrid, que vai disputar a sua 22.ª final de Euroliga e será a quinta vez que defronta os helénicos nesta ronda.

O jogo começou com um cesto de Pradilla e uma grande resposta dos brancos, com triplos de Abalde e Hezonja. O croata voltaria a marcar de 6,75 pouco depois para colocar o resultado em 6-13. Mas os taronja igualaram o encontro com um parcial de 7-0, confirmado com um triplo de Braxton Key.

O jogo mudou de mãos com o protagonismo de Kam Taylor no Valência e com um triplo de De Larrea a desfazer a igualdade (24-21). Duas boas ações de Key deixaram o marcador em 28-26 no final do primeiro quarto.

Parcial de 0-14

No segundo período, o Madrid, que não contou com Tavares devido a lesão, deu um novo impulso ao jogo. Trey Lyles abriu com cinco pontos consecutivos e Deck entrou até ao cesto com uma penetração. Jean Montero respondeu com uma jogada de quatro pontos, mas o Madrid estava inspirado e Andrés Feliz não perdoou ao marcar dois triplos seguidos: 35-39 e 7/10 de 6,75.

Mas não ficou por aí. O Real Madrid continuava em grande forma e Okeke e Campazzo voltaram a marcar de três para fechar um parcial de 0-14 (35-47 para o Madrid).

O Valência, que não teve a agressividade defensiva necessária, sobreviveu com o primeiro cesto de Badio, um afundanço de Reuvers e os pontos de Montero. Mas o Real Madrid voltou a acelerar com um triplo de Campazzo, um cesto de dois e um 2+1 de Hezonja. Jean Montero, de triplo, reduziu a desvantagem dos comandados de Pedro Martínez para apenas seis pontos ao intervalo (56-62), numa pontuação recorde. Os brancos superaram o seu próprio máximo histórico na competição, que era de 56 pontos.

Ressalto ofensivo faz a diferença

O terceiro período começou com um triplo de Taylor e quatro pontos seguidos de Hezonja. O croata era, sem dúvida, o jogador mais incisivo da equipa de Scariolo e, com um triplo, chegou aos 22 pontos. Maledon penetrou e Pradilla manteve o Valência na luta, mas o Real Madrid, muito superior no ressalto ofensivo (1-9 neste capítulo), chegou aos 12 de vantagem (70-82 a 1:39 do fim, com um parcial de 4-12). No final do quarto, 73-86.

A lesão de Garuba e a sentença de Feliz

Os últimos 10 minutos começaram com uma má notícia para o Madrid, a lesão de Garuba, que saiu do campo sem conseguir apoiar o pé. O campeão da Europa com Espanha em 2022 é o terceiro poste a lesionar-se em duas semanas, depois dos azares de Edy Tavares e Alex Len.

O Valência recuperou ânimo com dois afundanços seguidos de Nate Reuvers, que reduziu a desvantagem para menos de 10 pontos. 80-88 e desconto de tempo pedido por Scariolo. Quando o jogo parecia emperrado, Feliz converteu mais um triplo, decisivo, para fixar o +11.

Os minutos foram passando e o Valência Basket não conseguiu recuperar a desvantagem. Montero reduziu distâncias, Feliz converteu um passe de Campazzo e Pradilla marcou um triplo. Mas Lyles somou dois pontos completamente sozinho. Pelo meio, Andrés Feliz pediu para ser substituído devido a queixas na barriga da perna. O Real Madrid tinha o jogo resolvido e, com os lances livres de Lyles e Maledon, o cesto de Deck e uma falta técnica, fechou o encontro.