Thor Hushovd esperava após a linha de meta em Milão, como se tivesse tido um bom pressentimento. O diretor da equipa Uno-X Mobility, que está a disputar o seu primeiro Giro da história, percebeu logo o que podia acontecer. Depois de Andreas Leknessund ter alcançado dois segundos lugares desde o início da prova, foi Fredrik Dvernes quem triunfou em Milão.
Numa etapa totalmente plana, com várias voltas ao circuito nas ruas da capital lombarda, o norueguês fez valer a sua ponta final para bater três italianos, dois deles da Polti-Visit Malta.
Quando as suas hipóteses pareciam quase nulas, os quatro fugitivos conseguiram manter 7 segundos de vantagem sobre os sprinters e foi Dvernes quem cortou a meta em primeiro, à frente de Mirco Maestri, que contou com a ajuda do seu colega de equipa Mattia Bais, e de Martin Marcellusi.
Foi Paul Magnier quem venceu o sprint do grupo dos derrotados, recuperando a camisola ciclamino que tinha perdido para Jhonathan Narvaez no sábado.
Os tempos foram registados na penúltima passagem pela meta, porque a direção da corrida considerou que a chegada era demasiado perigosa... É isso que explica a diferença oficial, ainda que meramente simbólica, de 57 segundos entre Dvernes e Magnier.
