“É fantástico (vencer a Volta a Itália). É algo com que sonhei toda a vida. Conseguir fazê-lo agora é especial”, disse com a voz entrecortada, enquanto tentava conter as lágrimas.
Único favorito à partida para esta Volta a Itália, o dinamarquês da Visma-Lease a Bike, de 29 anos, confirmou hoje o seu triunfo, vencendo a prova logo na primeira participação e juntando-se a Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome, os outros ciclistas que conquistaram as três grandes.
“É um dia especial para mim e ganhar esta corrida é algo com que sonhava, estou sem palavras”, insistiu o sempre conciso Vingegaard, que descreveu como maravilhosa a sua entrada nesta restrita elite do ciclismo.
Ainda antes de subir ao pódio, para vestir a camisola rosa final da 109.ª Volta a Itália, o também campeão em título da Vuelta e duas vezes vencedor do Tour (2022 e 2023) viveu “uma etapa muito especial, com muita gente na berma da estrada”.
“Foi incrível. Ter a honra de vestir a maglia rosa nas ruas de Roma é especial. Depois destas três semanas, é uma maneira bonita de acabar a corrida”, enalteceu.
Vingegaard vai subir ao pódio final da 109.ª Volta a Itália juntamente com o austríaco Felix Gall (Decathlon), segundo, e o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), o campeão de 2022 e vice de 2020 que desta vez foi terceiro.
Antes da cerimónia, celebrou com a mulher Trine e os filhos, admitindo que “é ainda melhor” ser campeão com a família por perto.
“Deixa-me com lágrimas nos olhos. Estão sempre ao meu lado”, concluiu.
O líder da Visma-Lease a Bike deixou Gall, em estreia em pódios das grandes Voltas, a 05.22 minutos, e Hindley a 06.25, numa classificação em que o português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) foi sexto, conquistando ainda a juventude.
"Estou muito feliz e extremamente orgulhoso de mim mesmo, mas também da equipa, pela forma como corremos", assumiu o austríaco da Decathlon.
Com um quinto lugar no Tour 2025 como melhor resultado numa grande Volta, Gall alinhou neste Giro “muito motivado para lutar pelo pódio”.
“Tudo correu bem, é fantástico. Treinei mais e mais duro do que alguma vez treinei, talvez também estivesse mais confiante, porque estou mais velho e conheço melhor o meu corpo”, analisou o vice-campeão, de 28 anos.
Já Hindley, um dos mais subestimados ciclistas do pelotão – alinhou no Giro com a missão de apoiar o dececionante jovem italiano Giulio Pellizzari, seu companheiro na Red Bull-BORA-hansgrohe -, destacou que o ciclismo ficou muito mais difícil desde que ganhou a Volta a Itália, em 2022, mostrando-se satisfeito por regressar ao pódio.
“Espero que o melhor ainda esteja para vir, mas estou feliz”, resumiu o também ‘vice’ da edição de 2020.
