Pogacar chegou isolado a Sondrio, onde tinha começado a etapa 144 quilómetros antes, e venceu em 3:26.26 horas, menos 2.14 minutos do que o equatoriano Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) e 2.29 do que o italiano Andrea Bagioli (Lidl-Trek).
Se o campeão do mundo já partia como favorito claro a suceder ao português João Almeida no palmarés da corrida helvética, a forma como venceu a primeira etapa acabou com as dúvidas e deixou o triunfo final nas mãos do esloveno.
Os 144 quilómetros da tirada, com partida e chegada em Sondrio, não pareciam propícios a grandes diferenças, pois, apesar do constante sobe e desce, apenas tinha quatro contagens de montanha (duas de segunda categoria e duas de terceira).
À passagem do sprint bonificado, a mais de 70 quilómetros da meta, Pogi arrancou, apanhou o norueguês Fredrik Dversnes Lavik (Uno-X), único resistente da fuga, e seguiu em solitário para mais uma longa vitória a solo na sua carreira, apenas superada pelos triunfos na Strade Bianche em 2024 e 2026 e nos Europeus de 2025.
Para Pogacar esta foi a 118.ª vitória da carreira e a nona da temporada em apenas 12 dias de competição, com o sexto lugar no prólogo da Volta
Sem que ninguém respondesse no grupo dos perseguidores, Carapaz, campeão olímpico em Tóquio-2020, atacou a pouco mais de 50 quilómetros do final e ficou, na geral, a 2:22 de Pogacar e tem uma vantagem de 17 segundos sobre Bagioli.
Na primeira prova após o sexto lugar e a vitória na juventude na Volta a Itália, o português Afonso Eulálio ficou cortado, tal como toda a equipa da Barhain-Victorius, e terminou a etapa na 124.ª posição, a 24.06 minutos, o mesmo lugar que ocupa na geral.
Na quinta-feira, corre-se a segunda etapa, com partida e chegada em Locarno e um total de 157,7 quilómetros, com uma contagem de montanha de segunda categoria quase no início e duas de terceira já dentro dos 40 finais.
