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Volta: Rúben Rodrigues afirma-se entre sub-23 lusos e “não descarta” camisola branca

Ciclista português Rúben Rodrigues
Ciclista português Rúben RodriguesNUNO VEIGA/LUSA

O campeão nacional sub-23 de contrarrelógio, Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista), afirma-se como o melhor jovem português no arranque da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta e admite o objetivo de vestir a camisola branca, sem esquecer a equipa.

Na época de regresso a Portugal, após três anos na Fundación Ciclista Euskadi, a equipa de desenvolvimento da basca Euskaltel-Euskadi, que também corre na Volta, o ciclista de 22 anos é 11.º da classificação geral, a 22 segundos do líder, Rui Oliveira (UAE Emirates), e a cinco do espanhol Adrià Pericas (UAE Emirates), detentor da camisola de líder da juventude, que gostaria de envergar.

“Não vou negar que a camisola branca seria ouro sobre azul, mas sei que tenho um adversário muito complicado”, diz à Lusa, reconhecendo o valor do ciclista catalão, de 20 anos, escolhido como o principal trunfo da única equipa WorldTour em prova para a classificação geral.

Embora a prioridade na primeira Volta que corre seja a de trabalhar para os corredores teoricamente mais cotados na luta pela classificação geral, nomeadamente Fábio Costa (10.º), Pedro Silva (21.º) e o espanhol David Domínguez (32.º), “um outsider bom”, Rúben Rodrigues diz-se pronto para ser o melhor sub-23 da prova, pelo menos por alguns dias.

“Não descarto de todo (a camisola branca). Tenho visto que estou num bom nível. Não quero deixar-me emocionar muito, porque sei que vai ser uma tarefa complicada, mas, até ao cair do pano, vou tentar lutar pelos meus objetivos sem esquecer os objetivos da equipa primeiro”, acrescenta.

Campeão luso sub-23 de contrarrelógio em Santa Maria da Feira, no dia 26 de junho, o ciclista de Guimarães menciona até o momento propício para assumir a liderança da classificação da juventude: o crono de 17,4 quilómetros que une Anadia e Águeda, em 10 de agosto, na quinta etapa, caso se defenda bem na ascensão à Torre, no dia anterior.

“Tenho-me vindo a descobrir neste ano. Consigo fazer uns contrarrelógios ainda melhores do que nestes anos de formação. O meu objetivo é, no contrarrelógio, fazer o melhor resultado possível. Se na Torre não se fizerem tantas diferenças, vou tentar alcançar a camisola branca no contrarrelógio”, assume.

Agradado com o desempenho no prólogo, especialidade em que nunca participara, ao cumprir os 6,5 quilómetros em Lisboa a 26 segundos do mais rápido, o dinamarquês Julius Johansen (UAE Emirates), quer, acima de tudo, testar as suas capacidades na “primeira grandíssima” e usufruir do acompanhamento do público.

Ansioso por passar nas estradas que conhece bem e por ver os familiares apoiá-lo na oitava etapa, em 14 de agosto, que une Melgaço e Fafe, atravessando Guimarães a cerca de 15 quilómetros da meta, Rúben Rodrigues enaltece a dimensão da corrida enquanto “fenómeno desportivo” que marca o verão português.

“Ainda há um mês, passámos no Troféu de Torres Vedras (Troféu Joaquim Rodrigues) e não estava tanta gente como estava desta vez. Até comentei com os meus colegas que não havia um quilómetro seguido onde não houvesse gente a apoiar. É incrível ver como se movem as pessoas para acompanhar a nossa Volta”, descreve, num registo elogioso.