O bicampeão mundial destacou o ritmo demonstrado em Austin (Texas), no Grande Prémio dos Estados Unidos, em que a equipa foi competitiva apesar de ter competido com o carro danificado, e a velocidade exibida no passado domingo no México, embora tenha lamentado que esta tenha sido desperdiçada devido a problemas de fiabilidade.
"Ultimamente temos sido mais competitivos", afirmou Alonso numa conferência de imprensa no circuito de Interlagos, em São Paulo, onde se disputará o Grande Prémio do Brasil, ao fazer um balanço dos progressos da equipa desde a corrida de Sepang, na Malásia.
"Encontrámos uma boa surpresa em termos de desempenho, mas a fiabilidade não foi suficiente no México", explicou.
Alonso espera que essas falhas estejam resolvidas e acredita que Interlagos, menos exigente em alguns aspetos relacionados com a altitude, pode favorecer as suas opções.

Na sua opinião, uma prestação competitiva da Aston Martin nesta fase da temporada passa por ficar entre o 12.º e o 14.º lugares. A partir daí, é possível aspirar aos pontos se as oportunidades na corrida forem aproveitadas.
"Precisamos de estar sempre perto do topo da zona intermédia se quisermos consegui-lo", assinalou.
Alonso felicitou também o britânico Lewis Hamilton, que disputará no Brasil a sua 400.ª corrida na F1, um número que classificou como extraordinário.
"É uma carreira incrível na Fórmula 1 e disputou sempre as 400 corridas em posições muito competitivas", afirmou.
O asturiano referiu-se também à A14, a empresa que gere jovens talentos do automobilismo e na qual participa diretamente, orientando os pilotos e abrindo-lhes portas junto de equipas e profissionais que conheceu ao longo da sua carreira.
"O automobilismo é muito exigente. Para alcançares os teus objetivos precisas de sorte, de estar no lugar certo no momento certo, de apoio financeiro e de um bom ambiente de equipa", resumiu.
Questionado sobre o que distinguia Ayrton Senna de outros campeões brasileiros, como Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, Alonso destacou o seu carisma e a capacidade de estabelecer uma ligação com o público, para lá das vitórias e dos títulos. "O Ayrton ligava-se mais às pessoas, e isso ou se tem ou não se tem", afirmou.
