O heptacampeão mundial afirmou que continuava frustrado após o incidente na primeira volta e que eram necessárias mais conversas dentro da Ferrari.
"Não me interessa realmente o que todos sentem em relação ao que disse. Digo abertamente o que sinto no momento. Nunca vou pedir desculpa por ser autêntico e verdadeiro. Não vou ser silenciado", Hamilton disse aos jornalistas na quinta-feira, antes do Grande Prémio de São Paulo deste fim de semana.
Hamilton partiu da pole position no México, mas ficou para trás depois de um duelo com Leclerc nas primeiras curvas obrigar ambos os Ferrari a sair de pista, permitindo ao vencedor da corrida, Max Verstappen, assumir a liderança.
Hamilton afirmou que é difícil quando "um companheiro de equipa joga contra si" e sugeriu que a Ferrari precisava de reconsiderar a forma como os seus pilotos competem, depois de desperdiçarem aquilo que considerava dever ter sido um resultado dominante.
Ainda não houve conversa
O britânico afirmou que ainda não tivera uma conversa aprofundada com Leclerc sobre o incidente, uma vez que o monegasco passou algum tempo com a família depois de se ter tornado pai esta semana.
Leclerc chegará à corrida brasileira na sexta-feira e falhará a primeira sessão de treinos.
"Naturalmente, fiquei frustrado e continuo frustrado. E é preciso ter conversas. Podíamos facilmente ter conseguido uma dobradinha e, por isso, temos definitivamente de trabalhar para garantir que isso não volta a acontecer", disse Hamilton, concordando quando lhe perguntaram se Leclerc competiu contra ele com mais dureza do que os outros rivais em pista.
O antigo piloto da Mercedes ingressou na Ferrari no ano passado, enquanto Leclerc está na equipa de Maranello desde 2019.
"Sempre tentei ser respeitador. Naturalmente, não é fácil ter alguém como eu a entrar numa equipa, porque sou muito frontal e insisto, insisto e insisto em tantas mudanças. Estou aqui para ganhar e, para conseguir ganhar, é preciso trabalhar com todos os que nos rodeiam. Podemos sempre elevar o nosso nível e ser melhores, e acredito verdadeiramente que esta equipa pode lutar pelo campeonato no próximo ano", afirmou o britânico de 41 anos.
