Kvantdize, nascido na Geórgia e que competia em ‘casa’, não resistiu à jovem promessa francesa, de 20 anos, que, perto do meio do combate, pontuou com waza-ari (segunda pontuação mais alta), com uma técnica de kata-guruma (projeção usando os ombros). O judoca, que se apresentou com o pé esquerdo enfaixado, depois de um toque sofrido no combate inaugural, ainda tentou reverter a situação no minuto final, mas, um contra de Boulemtafes, projetou-o para ippon, a 48 segundos do final.
Na estreia nos Europeus, Kvantidze, que esteve isento na primeira ronda, tinha derrotado o moldavo Vlad Mitru, com o judoca do Sporting a resolver o combate com ippon, resultante de um osaekomi (imobilização) ao adversário.
Mitru e Kvantidze tinham lutado uma vez, nos Mundiais de juniores em Odivelas, em 2023, então com triunfo do moldavo.
No combate desta sexta-feira, o português chegou a ter dois castigos, no espaço de 10 segundos, por falsos ataques, mas conseguiu dar a volta por cima, primeiro com uma vantagem de yuko e, depois, com a imobilização, num combate muito disputado no chão.
A derrota na ronda seguinte colocou um ponto final no sonho de Kvantidze em ir mais longe na terra onde nasceu, com o judoca, que aos 14 anos se mudou para Portugal, a competir diante dos olhares da família, em especial o pai e o tio.
No final, o judoca não esteve disponível para declarações após o combate.
Nos Europeus em Tblissi, onde Portugal se apresenta muito desfalcado, sem a campeã europeia Patrícia Sampaio, a vice Catarina Costa ou o bicampeão mundial Jorge Fonseca, todos lesionados, Kvantidze era o único cabeça de série na equipa.
Portugal ainda continua nestes Europeus, com Bárbara Timo (-70 kg), bronze nos Europeus de Lisboa 2021, a competir no sábado, e Rochele Nunes (+78 kg), bronze em Lisboa 2021 e Praga 2020, e Diogo Brites (+100 kg), em ação no domingo.
