Recorde as incidências da partida
Muito antes de a bola rolar, os adeptos já davam o tom da festa. Vestidos predominantemente de vermelho, transformaram as bancadas numa extensão de Casablanca, Rabat ou Tânger. O hino nacional foi cantado a plenos pulmões e emocionou, numa demonstração de apoio que se manteve durante os 90 minutos, mesmo quando Odegaard empatou o marcador.
É exatamente este o clima que espera o Brasil daqui a seis dias, quando a seleção africana cruzará o caminho do pentacampeão mundial na jornada inaugural do Grupo C do Mundial-2026, a poucos quilómetros dali, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia.

Dentro de campo, a seleção marroquina respondeu rapidamente ao entusiasmo das bancadas. Quando Brahim Díaz abriu o marcador, os adeptos explodiram em comemoração.
A atmosfera ficou ainda mais intensa a cada disputa de bola. Em diversas ocasiões, os adeptos batiam os pés nas estruturas das bancadas, produzindo um estrondo ensurdecedor que acompanhava cada batida de bola. Os cânticos também foram um show à parte. Os adeptos brasileiros terão uma concorrência pesada no próximo fim de semana, quando a bola, de facto, rolar a valer.

Mazraoui e Ezzalzouli em estado de alerta
Nem tudo, porém, foi motivo de celebração. A principal preocupação da noite surgiu ainda na primeira parte, quando o lateral-direito Noussair Mazraoui precisou de deixar o campo após sentir um desconforto muscular.
A situação gerou apreensão imediata entre os adeptos e membros da equipa técnica, especialmente pela importância do jogador para a equipa. A coincidência chama atenção: Mazraoui atua na mesma posição de Wesley, lateral que foi riscado da seleção brasileira.

Outro motivo de preocupação é Abde Ezzalzouli. O avançado saiu ainda na primeira parte com dores no joelho direito e nem sequer voltou para a sequência da partida.
Confiança total contra o Brasil
Antes da partida, a confiança dos marroquinos já era evidente. Em conversa com o Flashscore, diversos adeptos demonstraram convicção de que a seleção africana tem condições de superar o Brasil no próximo confronto e até terminar à frente dos brasileiros na fase de grupos.

O principal argumento apresentado foi a renovação da equipa marroquina, impulsionada por uma geração jovem que vem acumulando experiência internacional, enquanto, na visão deles, o Brasil parou no tempo.
A julgar pelo que se viu em Harrison, a seleção marroquina não estará sozinha quando entrar em campo contra os brasileiros. A invasão vermelha deste domingo serviu como um aviso: dentro dos Estados Unidos, Marrocos parece disposto a jogar em casa.

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