O campeão mundial por sete vezes afirmou também que queria continuar a competir na F1 até aos quarenta e tal anos, para garantir que consegue concretizar o sonho de correr num Grande Prémio de África.
Falando aos jornalistas antes do Grande Prémio dos Estados Unidos deste fim de semana, o piloto da Ferrari disse estar consciente das preocupações relacionadas com o Ruanda e afirmou que estas não devem ser ignoradas.
"É claro que não sou eu que escolho para onde vamos e, naturalmente, existem problemas em todo o mundo atualmente. Vi muitas das notícias, mas penso que temos realmente de abordar a questão com humildade", afirmou.
A Fórmula 1 anunciou na semana passada um acordo de dez anos para realizar corridas no Ruanda, com a prova a juntar-se ao calendário depois de ser construído um circuito, no início da década de 2030. A última vez que uma corrida de F1 se realizou em África foi no 33.º Grande Prémio da África do Sul, perto de Joanesburgo, em 1993, quando Hamilton tinha apenas oito anos.
"Há muita coisa que desconhecemos. Ao crescer em Inglaterra, nunca nos ensinaram nada sobre África. É preciso que faça parte do currículo… Muitos dos problemas que existem nesse continente continuam a ser consequência do colonialismo e da intervenção do Ocidente, mas, quando vemos as pessoas, vemos tantos dos projetos que existem hoje. Há marcas de topo que vêm de África e o continente tem os recursos mais ricos", acrescentou Hamilton, que há muitos anos pede o regresso a África.
"Espero realmente, e continuo a ter esperança, que África se una. Sei que há muitas pessoas que não querem que isso aconteça - porque seriam muito poderosos se o fizessem -, mas continuo esperançoso de que, em algum momento, isso venha a acontecer. E, claro, ir até lá não significa negligenciar as coisas que estão a acontecer nesse continente. Por isso, espero que muitas pessoas comecem a informar-se um pouco mais sobre o que está a acontecer, sobre o que aconteceu ao longo de centenas de anos, e espero que isso desencadeie uma conversa", indicou.
Hamilton, que elogiou calorosamente o líder destacado do campeonato Kimi Antonelli, da Mercedes, enquanto se sentava ao seu lado numa conferência de imprensa, revelou também que espera continuar a competir até aos meados dos quarenta anos.
"Estou ansioso por competir com ele durante mais tempo. Agora sou obrigado a continuar muito mais tempo porque vamos ter uma corrida em África e esse tem sido o meu sonho: poder correr em África", declarou antes de ser interrompido.
"Por isso, tens tempo", afirmou o italiano de 20 anos. "Tens de participar pelo menos na primeira".
"Sim. Tenho de continuar a lutar para tentar manter-me em forma, se conseguir. Se ainda conseguir bons resultados ao longo do próximo ano, vamos continuar", respondeu Hamilton
