“Os objetivos foram traçados e a ideia é tentar passar logo na primeira parte do apuramento e não deixar as coisas para a última, algo que pode sempre correr mal. Já falhámos Paris-2024 e custou bastante, por isso é concentrarmo-nos neste, darmos tudo o que temos e tentar passar diretas”, sublinhou Beatriz Fernandes.
Em declarações à Lusa, a jovem de 22 anos não quer deixar a decisão sobre o seu futuro para a segunda e derradeira oportunidade, a fase continental, com duas vagas europeias em aberto uns meses antes dos Jogos.
“Acima de sétimas seria um bom lugar. Sei que é um resultado difícil, mas acho que é para isso que temos de lutar”, acrescentou a limiana, depois do nono lugar em 2025, em Milão, Itália.
Para Los Angeles-2028, o processo de qualificação decorre em 2026 e 2027, com o somatório dos quatro melhores resultados em cinco provas, nomeadamente os Mundiais, que valem 1.500 pontos para os vencedores, os Europeus (e restantes provas continentais) e as três Taças do Mundo, com majoração de 1.000.
Beatriz Fernandes e Inês Penetra procuram assegurar uma das oito vagas diretas, seguindo atualmente em nonas, com 2.950 pontos, a somente 20 da Alemanha, oitava nação num ranking atualmente liderado pela Ucrânia, com 3.750.
Tendo em conta o escalonamento internacional, Inês Penetra pretende, “pelo menos”, repetir a presença na final de forma a progredirem num sistema de apuramento “muito mais desafiador”.
“Agora, todas as provas contam, temos de estar ao máximo em todas. Não podemos relaxar em nenhuma, precisamos de estar sempre ao máximo. Acho que conseguiremos uma das oito vagas, mas temos de continuar a fazer bons resultados, tentar acumular o maior número possível de pontos”, salientou.
O desejo de resolver já a questão prende-se igualmente com o facto de a Europa ser o continente mais forte – para já, tem cinco formações entre as oito em posição de qualificação - e as duas vagas disponíveis a uns meses dos Jogos Olímpicos virem a ser, igualmente, muito disputadas.
Apesar de a dupla estar junta há três anos, Inês Penetra entende que há ainda margem para evoluírem como equipa, até porque, em 2025, trocaram de posição, agora com Beatriz Fernandes na frente da canoa.
“Há sempre coisas que podemos ajustar. Às vezes falha o arranque, noutras, falha um bocadinho a parte final ou a do meio da prova, coisas que temos de melhorar”, assumiu.
No Lago Malta, vão estar 854 canoístas de 77 países em competição, incluindo Portugal, que tem 16 competidores, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.
