“O nosso objetivo é o mesmo, atingir dois pódios. Habituamo-nos a eles e, obviamente, resultados que não sejam medalha ficam sempre um pouco aquém das nossas expectativas”, sintetizou Messias Baptista.
Em declarações à Lusa revelou o desejo de repetir em Poznan os desempenhos de 2025 em Milão, onde a dupla competiu em K2 e foi ainda campeã em K4 juntamente com os mais jovens Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, que meses antes haviam sido campeões do mundo sub-23 e com os quais o quarteto conquistou igualmente o título europeu absoluto.
“É para isso que treinámos. Temos os pés assentes na terra e sabemos que é um ano diferente, mas estamos aqui como campeões do mundo no K4, vice-campeões do mundo no K2 e é o nosso objetivo renovar um e, se possível, melhorar o K2”, reforçou Baptista.
Em 2025, o K4, que é a tripulação priorizada pela seleção, tem tido um ano mais desafiante, pois averbou três quartos lugares – nos Europeus de Montemor-o-Velho o bronze ficou à distância de impercetíveis 20 milésimos de segundo – e uma medalha de prata, na Taça do Mundo do Canadá.
Messias Baptista recorda a excelência da tripulação, já que “o pior desempenho internacional da época foi o quarto lugar”, e lembrou que nas três Taças do Mundo, bem como nos Europeus, as diferenças entre os primeiros foram de “milésimos de segundo”, ainda assim um “abre olhos” numa disciplina “muito competitiva” para que nada falhe nos momentos decisivos.
Para Los Angeles-2028, o processo de qualificação decorre em 2026 e 2027, com o somatório dos quatro melhores resultados em cinco provas, nomeadamente os Mundiais, que valem 1.500 pontos para os vencedores, os Europeus (e restantes provas Continentais) e as três Taças do Mundo, com majoração de 1.000.
À falta do evento mais importante do ano, o K4 500 português está em terceiro do ranking olímpico, com 3.300 pontos – apenas superado por Hungria (3.900) e Alemanha (3.390) –, num sistema que vai qualificar as melhores 11 tripulações, que representem formações de quatro continentes.
“O Mundial é a prova mais importante da época. É aqui onde sentimos mais à vontade a competir, onde estamos na melhor forma. Temos muito bons indicadores nos últimos treinos em Portugal. Quer dizer que estamos em grande forma. Temos é que demonstrar isso dentro de água”, sublinhou João Ribeiro.
O também canoísta olímpico recorda que as provas têm sido “decididas sempre ao pormenor, ao milésimo de segundo”, pelo que, desta vez, espera que a diferença mínima “caia” a favor do quarteto luso.
“Todos os países querem ganhar esta prova, pois é a mais importante, a mais emblemática na modalidade, porque representa uma nação. Apesar do frio e vento, gosto muito desta pista e não é isso que nos vai impedir de tirar bons resultados. Estamos cá para revalidar o título em K4 e tentar melhorar o K2. Queremos voltar a ouvir o nosso hino”, sentenciou.
No Lago Malta, em Poznan, Portugal vai estar representado por 16 canoístas, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) e três atletas na paracanoagem.
