Recorde as incidências da partida
O último dia do Torneio das Seis Nações arrancou com um confronto decisivo: Irlanda e Escócia defrontaram-se no Estádio Aviva, em Dublin, e uma coisa era certa – só o vencedor manteria as aspirações de levantar o troféu.
A jogar em casa, os Verdes estavam determinados a não deixar escapar a oportunidade.
Avançaram para o território escocês, conquistaram um lançamento lateral penalizado e Jamie Osborne concluiu a jogada entre os postes (3.º minuto). No entanto, isso não foi suficiente para desestabilizar o plano de jogo da Escócia: râguebi coletivo de excelência, uma mistura perfeita entre avançados e três-quartos, e Darcy Graham foi lançado pela ala no oitavo minuto. O jogo começou a um ritmo frenético.
A intensidade aumentou ainda mais quando Dan Sheehan libertou-se de um maul e ultrapassou a linha de golo (11.º minuto). Desta vez, a Escócia não conseguiu responder de imediato e foi dominada pelos ataques irlandeses. Num desses ataques, Robert Baloucoune marcou um ensaio brilhante no canto, ampliando a vantagem dos anfitriões.
O ritmo acabou por abrandar, com a Escócia a ter dificuldades em recuperar o fôlego. O nível dos Cardos baixou e parecia que tinham atingido o seu limite. Ainda assim, conseguiram não desmoronar, chegando ao intervalo com uma desvantagem de 19-7. O suficiente para manter viva a esperança de uma reviravolta.
Irlanda termina em força
A Escócia entrou determinada, a tentar instalar-se no meio-campo irlandês e a lançar um ataque incessante sobre a linha de vantagem. Após um período intenso de râguebi de passe único, Finn Russell rompeu a defesa e finalmente recolocou a sua equipa na disputa (52.º minuto). A Irlanda respondeu à altura, desgastando a defesa escocesa até que Darragh Murray encontrou um espaço (57.º minuto).
O jogo tornou-se eletrizante: após uma arrancada de Kyle Steyn, a Escócia lançou mais um ataque envolvente, circulou a bola pelo relvado e os avançados mantiveram-na viva para Rory Darge reduzir novamente a diferença (61.º minuto). Com apenas cinco pontos a separar as equipas e vinte minutos por disputar, a vitória continuava ao alcance.
Mas foi a Irlanda que desferiu o golpe decisivo contra os escoceses. Uma jogada que resumiu os Verdes – sólidos, irrepreensíveis nos rucks – concluída por Tommy O'Brien, que apareceu no momento certo na linha de vantagem (68.º minuto). Os irlandeses aproveitaram de imediato o embalo, encostaram a Escócia à sua defesa e conquistaram e converteram o penalti que selou o encontro.
A Escócia mostrou orgulho, regressando para tentar furar a linha irlandesa em busca de pelo menos um ponto de bónus, mas nem isso conseguiram: Tommy O'Brien fechou as contas com um último ensaio no canto.
Com o resultado final de 43-21, a Irlanda venceu o duelo e assumiu provisoriamente o topo da tabela das Seis Nações, além de manter a Triple Crown.
França, que vai defrontar a Inglaterra mais tarde este sábado, tem de ser perfeita se quiser levantar o troféu, que ainda pode acabar em Dublin.
