Os candidatos tiveram a sua última época de basquetebol e o draft combine da NBA para consolidar o seu valor e pontos fortes. Permanecer na 1.ª ronda é fundamental – as primeiras trinta escolhas recebem contratos plurianuais garantidos e pré-definidos, de acordo com a escala de rookies. As escolhas da 2.ª ronda recebem contratos não garantidos, o que significa que terão de negociar o seu salário com as respetivas equipas.
Apesar de não ser uma regra oficial, o investimento financeiro associado às escolhas da 1.ª ronda faz com que quase sempre integrem o plantel de 15 jogadores. Isso proporciona a oportunidade de conquistar minutos desde cedo, aprender com veteranos estabelecidos e evoluir ao mais alto nível.
Na última parte da nossa série sobre o draft, prevemos quais os jogadores que vão ouvir o seu nome chamado na 1.ª ronda e garantir os benefícios de serem escolhidos entre os 30 primeiros. E mesmo escolhas tardias da 1.ª ronda ou da 2.ª ronda podem transformar-se em jogadores de calibre MVP.
25.º Lakers - Chris Cenac Jr. (Extremo/Poste, Houston)
Cenac protagonizou uma das exibições mais bem-sucedidas no draft combine da NBA, aumentando significativamente o seu valor e reforçando a sua posição na 1.ª ronda.
Apresentou excelentes medições e destacou-se nos jogos-treino e exercícios em campo graças à sua intensidade, capacidade física e força. Para um jogador da sua estatura, Cenac possui uma velocidade e mobilidade excecionais, características que deverão ajudá-lo a vingar na NBA atual, cada vez mais rápida.
Los Angeles precisa de reforços no frontcourt e Cenac pode ser um excelente investimento para o futuro. O destaque de Houston destaca-se na luta das tabelas e protege bem o cesto. O seu atletismo permite-lhe jogar a quatro, mas também pode sobressair a cinco.
Registou médias de 9,5 pontos e 7,9 ressaltos pelos Cougars, sendo que o poste também é capaz de lançar de longa distância, embora seja no lançamento de média distância que se sente mais confiante. O sistema de Houston pediu-lhe para jogar de forma conservadora, mas com mais liberdade no próximo nível, Cenac tem as ferramentas para evoluir como protetor de cesto de topo e poste capaz de abrir o campo.
26.ç Nuggets - Koa Peat (Extremo, Arizona)
Os Denver Nuggets precisam de reforçar a presença em torno de Nikola Jokic. Acrescentar um poste nesta classe seria fundamental e Koa Peat encaixa no estilo de Denver – consegue marcar tanto por dentro como por fora e ataca as tabelas com determinação.
Registou médias de 14,1 pontos, 5,6 ressaltos e 2,6 assistências por jogo em Arizona e ajudou os Wildcats a chegar à Final Four. Peat é atlético e móvel, sendo uma excelente opção para jogar em small ball. Uma das suas maiores virtudes é a defesa.
O seu atletismo permite-lhe travar os adversários e não foge ao contacto, algo de que os Nuggets precisam desesperadamente quando Jokic está no banco.
A principal dúvida está no seu lançamento.
A sua mecânica de lançamento gerou debates no combine – tem uma técnica única e ainda não é fiável de longa distância. Lançou com 35% de eficácia de fora, mas apenas 5% dos seus lançamentos foram de três pontos.
A maioria dos seus lançamentos de dois pontos foi criada a partir do drible, o que significa que não é uma ameaça em situações de catch-and-shoot. No entanto, sendo um poste, tem alguma margem de manobra no que toca ao lançamento e terá tempo para evoluir antes da sua estreia na NBA.
27.º Celtics - Alex Karaban (Extremo, UConn)
Karaban passou quatro anos em UConn, conquistando dois campeonatos nacionais consecutivos e afirmando-se como uma das peças fundamentais do programa. Inicialmente projetado como escolha de 2.ª ronda, a sua impressionante época de sénior valorizou-o e demonstrou que pode contribuir de imediato ao mais alto nível.
Registou médias de 13,2 pontos, 5,3 ressaltos e 2,4 assistências, ajudando os Huskies a chegar a mais uma final do NCAA. Karaban lançou com 46,4% de eficácia de campo e 37,4% de três pontos, com quase dois triplos por jogo.
A sua capacidade de lançamento deverá agradar aos Boston Celtics, cujo sistema maximiza as suas qualidades. Karaban destaca-se em situações de catch-and-shoot, mas também é capaz de criar espaço suficiente para lançar após o drible.
Com 2,03 metros, consegue castigar defensores mais baixos no poste e contribuir em várias posições. Uma comparação natural é Sam Hauser, que evoluiu para um jogador fiável de rotação e titular ocasional.
Karaban pode seguir um percurso semelhante.
28.º Timberwolves - Isaiah Evans (Base, Duke)
Não há dúvidas de que os Minnesota Timberwolves precisam de mais talento no backcourt para poderem sonhar com uma caminhada longa nos play-offs. E embora uma escolha tardia da 1.ª ronda dificilmente resolva todos os problemas, um marcador talentoso e comprovado pode dar o impulso necessário.
Evans encaixa nesse perfil – é um cortador inteligente, especialista em catch-and-shoot e criador e facilitador fiável. Abre bem o campo, obrigando os defensores a escolher entre ajudar ou manter-se com ele.
Evans entrou no draft no ano passado, mas decidiu retirar-se e passar mais um ano a desenvolver o seu jogo a nível universitário. Esta decisão revelou-se fundamental, pois Evans amadureceu e aumentou a sua confiança.
Passou de 6,8 pontos por jogo como freshman para 15 pontos por encontro como sophomore. Com tamanho ideal para extremo e versatilidade para contribuir em várias funções, Evans pode lutar por minutos de rotação desde o primeiro dia.
29.º Cavaliers - Karim Lopez (Extremo, Nova Zelândia)
O mexicano passou a última época a competir na Nova Zelândia, já adquirindo alguma experiência a nível profissional. Com 2,03 metros e 100 kg, Lopez mostrou um atletismo e velocidade acima da média.
É dinâmico e difícil de travar quando ataca o cesto. O extremo/poste abre bem o campo, lê os colegas e corta com intenção. Graças ao seu excelente jogo de pés e agilidade, movimenta-se bem, permitindo-lhe trocar defensivamente com bases para travá-los e contestar lançamentos.
Os Cleveland Cavaliers melhoraram significativamente após a troca por James Harden. Agora, é altura de reforçar o frontcourt.
O conjunto de qualidades de Lopez coloca-o em boa posição para ter sucesso, mas terá de conquistar a confiança da franquia. As suas percentagens de lançamento não foram as melhores, mas compensa ao garantir ressaltos, fazer boas leituras e defender com solidez.
A experiência na NBL deverá facilitar a sua transição para a NBA.
30.º Mavericks - Meleek Thomas (Base, Arkansas)
Depois de terem escolhido o rookie do ano Cooper Flagg há um ano, os Dallas Mavericks querem continuar a reforçar o plantel com talento jovem imediatamente disponível para melhorar o desempenho da equipa.
Thomas realizou uma notável época de estreia em Arkansas, com médias de 15,6 pontos, 3,8 ressaltos e 2,5 assistências. Sob o comando do lendário treinador John Calipari, Thomas evoluiu para um marcador destemido.
Nunca hesita em lançar, aproveita as situações de catch-and-shoot e pressiona constantemente as defesas ao atacar o cesto. O seu floater tornou-se uma das armas mais eficazes do basquetebol universitário.
Thomas é um marcador completo. Lançou de três com 41,6% de eficácia e somou ainda 1,5 roubos de bola por jogo. Os Mavericks podem torná-lo a última escolha da 1.ª ronda e dar-lhe a oportunidade de causar impacto. O base lê bem o pick and roll, mas precisa de melhorar o passe.
No entanto, com Flagg e a nona escolha dos Mavericks ao seu lado, encontrar colegas abertos deverá tornar-se mais fácil.
O único factor que o prejudica é a altura, já que mede 1,91 metros sem sapatilhas.
