Giro: Paul Magnier já está entre os melhores e bisa na Bulgária

A festa de Paul Magnier com a equipa Soudal Quick-Step
A festa de Paul Magnier com a equipa Soudal Quick-StepFabio Ferrari/LaPresse / Shutterstock Editorial / Profimedia

O ciclista francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) voltou este domingo a mostrar estar entre os melhores sprinters da atualidade, ao somar o segundo triunfo em três etapas na Volta a Itália, no final do périplo pela Bulgária.

Senti-me muito bem por poder estar na luta com os melhores sprinters do mundo”, referiu Magnier, que festejou a quarta vitória da temporada, depois das duas conseguidas na Volta ao Algarve.

Na despedida da Bulgária, os 175 quilómetros, entre Plovdiv e Sófia, faziam esperar a segunda chegada ao sprint e Magnier voltou a superiorizar-se, desta feita numa chegada sem incidentes, mesmo com um empedrado perigoso nos 200 metros finais, e venceu em 4:09.42 horas.

Sonhei com isso, era o objetivo ir pela etapa. A equipa fez um grande trabalho, a controlar o dia. Depois tínhamos o plano de estar bem posicionado no último quilómetro. Não tinha a certeza que tinha vencido, para ser honesto, festejei… mas venci e estou muito feliz”, assumiu o segundo corredor mais vitorioso da temporada passada, atrás de Tadej Pogacar (UAE Emirates).

Magnier, que agora quer “desfrutar da segunda vitória” na viagem para Itália e no dia de descanso de segunda-feira, bateu o italiano Jonathan Milan (Lidl-Trek), que era o grande favorito, e o neerlandês Dylan Groenewegen (Unibet Rose Rockets), segundo e terceiro, respetivamente.

Pela primeira vez na 109.ª edição da ‘corsa rosa’, a etapa decorreu sem quedas graves, o que permitiu a Guillermo Thomas Silva (XDS Astana), o primeiro uruguaio a liderar uma grande Volta, seguir na frente, com quatro segundos de avanço sobre o alemão Florian Stork (Tudor) e sobre o colombiano Egan Bernal (Netcompany INEOS).

A etapa começou com a notícia da desistência do britânico Adam Yates, o terceiro homem da UAE Emirates a ficar pelo caminho depois da queda da véspera, juntando-se ao espanhol Marc Soler e ao australiano Jay Vine.

Omnipresente nas fugas nos três primeiros dias, o espanhol Diego Pablo Sevilla (Polti VisitMalta), líder da montanha, voltou a lançar-se logo nos primeiros metros da etapa, levando consigo os italianos Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta) e Manuele Tarozzi (Bardiani CSF 7 Saber).

Apesar de ter estado sempre sob aparente controlo do pelotão, o trio de ciclistas ainda assustou o pelotão e apenas foi apanhado a 500 metros do final, com as equipas dos sprinters a deixarem os homens mais rápidos na frente.

Os três portugueses presentes no Giro terminaram integrados no pelotão, com Afonso Eulálio (Bahrain-Victorius) a ser o mais bem posicionado na geral, na 54.ª posição, a 1.11 minutos, à frente de Nelson Oliveira (Movistar), que é 76.º, a 2.15, e de António Morgado (UAE Emirates), que perdeu muito tempo na queda de sábado e é 108.º, a 7.12.

Na segunda-feira, o pelotão da 109.ª edição do Giro tem o primeiro dia de descanso, com a corrida a recomeçar na terça-feira, já em Itália, com uma ligação de 138 quilómetros entre Catanzaro e Cosenza, com uma contagem de montanha de segunda categoria a menos de 50 quilómetros da meta.