De acordo com a imprensa belga, a Lotto defende a tese de contaminação devido à grande quantidade de excrementos de vaca e estrume presentes ao longo do percurso desta prova por zonas agrícolas, agravada pelo facto de o asfalto estar húmido.
Pensa-se, por isso, em infeções por Campylobacter, uma bactéria que provoca gastroenterite, embora ainda falte confirmação definitiva.
Segundo a televisão belga Sporza, várias equipas foram afetadas, como a Alpecin, Flanders-Baloise e Roubaix-VanRysel, além da Lotto.
O ciclista francês Maxime Bouet, citado pela sua equipa Arkea, chegou a afirmar que "metade do pelotão está doente".
Na Lotto, a formação mais afetada, os belgas Liam Slock e Milan Menten, assim como o luxemburguês Mathieu Kockelmann, começaram a sentir dores abdominais, diarreia, febre e vómitos desde segunda-feira à noite.
"Não se sente bem"
Os três ciclistas foram hospitalizados por um curto período, precisou a Lotto a partir da Bulgária, onde na sexta-feira começa o Giro de Itália.
O belga Arnaud De Lie, vencedor da Famenne Ardenne Classic e que deverá ser o líder da equipa no Giro, não apresentou sintomas inicialmente, mas sentiu náuseas durante o voo de terça-feira para a Bulgária.
"Não se sente bem, mas a sua participação no Giro não está em risco para já", afirmou a sua formação.
Apenas cinco dos oito ciclistas desta equipa no Giro 2026 conseguiram subir ao palco durante a apresentação da prova esta quarta-feira.
Slock teve mesmo de ser declarado indisponível à última hora e será substituído pelo britânico Joshua Giddings.
