Giro de Itália: Jonas Vingegaard já sentiu como a estreia na corsa rosa será especial

Jonas Vingegaard na apresentação da equipa no Giro
Jonas Vingegaard na apresentação da equipa no GiroLUCA BETTINI / AFP

Jonas Vingegaard descreveu a estreia na Volta a Itália como “especial”, com o ciclista da Visma-Lease a Bike a ser um dos mais aclamados na apresentação das equipas da 109.ª edição, que decorreu em Burgas, na Bulgária.

“Tivemos uma boa receção aqui na Bulgária. É especial para mim estar aqui, é a primeira vez que vou fazer o Giro, é algo pelo que ansiava no último meio ano, desde que decidimos participar. Claro que lutaremos pela geral”, declarou o dinamarquês de 29 anos, sendo prontamente aplaudido pelo público presente.

Jonas Vingegaard vai procurar suceder no palmarés dos vencedores ao seu antigo companheiro Simon Yates, que se retirou surpreendentemente no início desta temporada, e tornar-se no oitavo ciclista da história a conquistar as três grandes Voltas.

Sucinto na apresentação perante o público, o campeão em título da Vuelta e duas vezes vencedor do Tour (2022 e 2023) espraiou-se mais em entrevista à Gazzetta dello Sport, publicada esta quarta-feira, na qual assumiu que completar a trilogia em grandes Voltas é um objetivo para si.

“Significa fazer história”, considerou, antecipando que também o seu arquirrival, o esloveno Tadej Pogacar, lá chegará: “É só uma questão de tempo. Tadej poderá ser o melhor de sempre”.

Naquela que definiu, na entrevista ao diário desportivo italiano, como “a mais imprevisível” das três grandes, Vingegaar irá defrontar homens como Egan Bernal (Netcompany INEOS), o campeão de 2021, que procura regressar ao nível que o levou a impor-se também no Tour 2019 e que não voltou a alcançar desde que sofreu um acidente grave no início de 2022.

“É uma boa pergunta. Penso que nas próximas etapas poderemos ver qual será o Bernal que teremos. Por agora, estou contente por estar aqui”, respondeu, ao ser questionado sobre se poderá estar de regresso aos momentos áureos.

Também Jai Hindley, o outro antigo vencedor presente na edição que arranca na sexta-feira, em Nessebar, na Bulgária, e termina em Roma, no dia 31, se mostrou contente por estar de volta ao Giro, que conquistou em 2022 e no qual foi vice em 2020.

Ao lado do australiano, o jovem italiano Giulio Pellizzari afirmou que “é sempre bonito” estar na corsa rosa. “Vou procurar divertir-me como nas edições anteriores”, acrescentou o outro líder da Red Bull-BORA-hansgrohe, que foi sexto na edição passada da prova.

Estreante na Volta a Itália, tal como Vingegaard, Enric Mas elevou a fasquia da Movistar, que alinhará com o veterano português Nelson Oliveira.

“Para ser honesto, espero que façamos um super Giro. Penso que podemos ganhar algumas etapas e estar no pódio”, antecipou o espanhol.

Mais do que lutar pela geral, o australiano Ben O’Connor (Jayco AlUla), quarto na geral em 2024, revelou que “adoraria voltar a ganhar” na corsa rosa, onde somou uma etapa em 2020.

Já Kaden Groves, o sprinter da Alpecin-Premier Tech, não escondeu que quer vestir a primeira maglia rosa na sexta-feira, ao contrário do favorito ‘nacional’ Jonathan Milan (Lidl-Trek), que optou pela prudência com um simples “vamos dia a dia”.

A Grande Partenza da 109.ª Volta a Itália foi mais discreta do que é habitual, uma vez que decorreu numa tenda fechada, com o público sentado, numa imagem que contrastou com as multidões em espaço aberto que costumam marcar os arranques das grandes Voltas.

Entre sexta-feira e 31 de maio, vão também alinhar no Giro os portugueses António Morgado (UAE Emirates) e Afonso Eulálio (Bahrain Victorious).

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